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Programas do Plano Macro revisam metodologias para aprimorar caracterização de fenômenos socioeconômicos relacionados à indústria de petróleo e gás natural
Reuniões de Análise Crítica (RACs) do PMCST e do PMCRP reuniram o Ibama e as operadoras para avaliar avanços e discutir ajustes na coleta e no processamento de dados.
12/06/2026 | Notícias
Equipes na apresentação do RAC do PMCRP. Crédito: Barbara Lauria / PMCS
Com o objetivo de aprimorar a qualidade dos dados e o processamento das informações, as propostas metodológicas dos Programas Macrorregionais de Caracterização Socioespacial dos Trabalhadores (PMCST) e de Rendas Petrolíferas (PMCRP) passaram por revisões nos dias 15 e 29 de abril, respectivamente, durante as Reuniões de Análise Crítica (RACs).
Essas reuniões são realizadas anualmente pelos programas com a participação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e das operadoras que integram o Plano Macrorregional de Gestão de Impactos Sinérgicos das Atividades Marítimas de Produção e Escoamento de Petróleo e Gás Natural, conhecido como Plano Macro. O foco é aprimorar as metodologias dos programas, que são executadoas como condicionantes dos processos de licenciamento ambiental das atividades marítimas de produção e escoamento de petróleo e gás natural nas Bacias de Santos, Campos e Espírito Santo.
Programas Integram o Eixo de Caracterização do Plano Macro
O PMCST e o PMCRP integram o eixo de Caracterização do Plano Macro. O
PMCST caracteriza e monitora o perfil socioeconômico, a dinâmica espacial dos
deslocamentos de trabalhadores e as transformações no trabalho demandado pelas
atividades marítimas da indústria na área do pré-sal, bem como os impactos
socioambientais diretamente associados a essas características e
mudanças.
Já o PMCRP acompanha a geração e a distribuição das rendas petrolíferas
entre municípios e estados beneficiários, o grau de dependência dos orçamentos
públicos em relação a essas receitas e a existência de mecanismos de controle
social nos territórios impactados.
Indicadores simples do PMCRP passarão a ser monitorados em 271
municípios
De acordo com a coordenadora do PMCRP, Paula Araujo, esta foi a primeira
vez em que houve uma coleta sistemática de dados capaz de subsidiar a
realização de uma RAC. “Enquanto os outros programas se baseiam
majoritariamente no recebimento de informações pelas operadoras, a coleta de
dados do PMCRP ocorre por meio de transparência ativa e passiva dos estados e
municípios produtores de petróleo”, destaca.
Ficou definido também que os indicadores simples do programa — aqueles
que já possuem metodologia e fontes de dados consolidadas — passarão a ser
monitorados em 271 municípios. Os indicadores complexos, cuja metodologia ainda
está em fase de consolidação, continuarão sendo calculados para os 61
municípios remanescentes do recorte inicial. A alteração já foi aprovada.
“Também foi aprovada a ampliação do conceito de rendas petrolíferas. A
proposta metodológica previa, inicialmente, a caracterização dos royalties,
das participações especiais e dos tributos. A equipe, no entanto, sugeriu
incluir o Fundo Especial do Petróleo, além do repasse obrigatório da cota-parte
estadual dos royalties aos municípios”, explica a coordenadora.
Por fim, Paula ressalta que foi aprovada a atualização da metodologia de
cálculo dos indicadores de produção de petróleo e gás natural, seguindo uma
recomendação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis
(ANP).
PMCST simplifica formulários para tornar pesquisa mais objetiva e
eficiente
Para a coordenadora do PMCST, Eliza Barbosa, as principais mudanças na
metodologia buscaram tornar a pesquisa mais objetiva e facilitar o
processamento dos dados. Segundo ela, os formulários ficaram mais enxutos, com
a retirada de cinco perguntas, e as opções de resposta foram simplificadas
sempre que possível.
“Outra mudança importante foi a eliminação de campos com respostas
digitadas livremente pelos trabalhadores, já que isso exigia tratamento
individual por parte da equipe técnica, o que dificultava a inserção automática
das informações no Banco de Dados Socioeconômico”, pontua Eliza.
A coordenadora também explicou que, a partir de agora, não será mais
aplicado apenas um formulário geral, mas dois modelos distintos: um voltado aos
trabalhadores da produção e escoamento de petróleo e gás natural e outro
direcionado aos profissionais que atuam nos projetos condicionantes de licença.
A divisão busca evitar que as pessoas contratadas por mais de uma operadora,
comum no segundo caso, precisem responder ao questionário de forma
duplicada.
“Além disso, a equipe propôs novos indicadores, mantendo o número atual
de perguntas dos formulários. Eles já foram testados e aprovados na Reunião de
Análise Crítica e serão incorporados à revisão 03 da Proposta Metodológica”,
conclui.
O PMCST e o PMCRP são ações do licenciamento ambiental federal,
conduzido pelo Ibama, para as operações de produção e escoamento de petróleo e
gás natural das empresas que atuam nas Bacias de Santos, Campos e Espírito
Santo.
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