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Projeto Raia avança na fase de instalação na Bacia de Campos para iniciar operação em 2028
O consórcio operado pela Equinor, em parceria com a Repsol Sinopec e a Petrobras, no pré-sal da Bacia de Campos, obteve licenças de instalação do Ibama para o desenvolvimento das infraestruturas marítima e terrestre
24/07/2026 | Notícias
por: Elaborado pela Equipe do Informa Petróleo com informações da Equinor Brasil
FPSO Raia fará parte do sistema de produção do Projeto Raia na Bacia de Campos. Créditos: Equinor
O Projeto Raia, localizado no Bloco BM-C-33 do pré-sal da Bacia de Campos, encontra-se em fase de instalação. O Bloco está situado em águas profundas, entre 2.550 e 2.860 metros, a cerca de 175 km da costa do Rio de Janeiro, com início de produção previsto para 2028.
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) emitiu duas licenças de instalação distintas. A Equinor, como operadora do bloco, recebeu em julho de 2025 a Licença de Instalação (LI) Nº 1524/2025, referente ao Licenciamento Ambiental do Sistema de Produção de Óleo e Gás do Bloco BM-C-33 (Projeto Raia) no Trecho Marítimo. Posteriormente, em 10 de setembro de 2025, foi emitida a Licença de Instalação (LI) Nº 1532/2025, referente ao Trecho Terrestre do projeto.
Durante a fase exploratória, foram descobertos três reservatórios de gás e condensado (Óleo leve), então denominados: Pão de Açúcar, Gávea e Seat. Juntas, elas reúnem reservas recuperáveis de gás natural e óleo/condensado superiores a 1 bilhão de barris de óleo equivalente (Boe). Com capacidade de exportação de 16 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d) de gás, o projeto poderá representar 15% da demanda total de gás do Brasil a partir do início da operação.
Estruturas marítimas e terrestres
A atividade é dividida em duas frentes. Na parte marítima, será instalado um navio-plataforma do tipo Floating Production, Storage and Offloading (Unidade Flutuante de Produção, Armazenamento e Transferência - FPSO), que irá produzir, armazenar e transferir petróleo e gás. O escopo também contempla o sistema submarino e de ancoragem do FPSO, além de um gasoduto de exportação de gás offshore de 200 quilômetros.
Já a parte terrestre envolve a instalação de um gasoduto que conectará a produção marítima ao Terminal de Cabiúnas (TECAB), localizado em Macaé (RJ), interligando o gás fornecido à rede nacional.
Esquema ilustrativo da operação e das projeções do Projeto Raia. Créditos: Equinor
Tratamento de gás offshore
O modelo de produção prevê poços conectados ao FPSO, que tratará o óleo/condensado e fará a especificação do gás produzido diretamente no mar, sem a necessidade de instalação de uma planta de processamento em terra. Essa característica se deve à qualidade dos hidrocarbonetos que serão produzidos no campo.
Após ser especificado para venda, o gás será escoado pelo gasoduto até Cabiúnas. Os líquidos (óleo e condensado) serão descarregados por meio de navios aliviadores.
Tecnologias para redução de emissões
O FPSO utilizará turbinas a gás de ciclo combinado para reduzir as emissões nas operações. O sistema integra uma turbina a gás com uma turbina a vapor para reaproveitar o excesso de calor que, em configurações padrão, seria disperso.
Com a implementação dessas tecnologias, a intensidade média de CO² do campo durante sua vida útil está projetada para ser inferior a 6 quilos por barril. A capacidade de processamento da unidade é de aproximadamente 126.000 barris por dia (bpd).
Infográfico apresenta a estrutura offshore do Projeto Raia. Créditos: Equinor