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A Nova Fronteira Offshore: entrada de novas empresas redefine o cenário na Bacia do Espírito Santo

Desinvestimentos da Petrobras abrem caminho para operadoras menores, prontas para ampliar o horizonte dos campos de petróleo

13/12/2023 | Notícias

Desinvestimentos da Petrobras abrem caminho para operadoras menores, prontas para ampliar o horizonte dos campos de petróleo

Placas da BW Energy no campo de Golfinho, na Bacia do Espírito Santo. Crédito: BW Energy

Em um movimento estratégico no setor de petróleo e gás, a Petrobras concluiu a transferência de titularidade do campo de Golfinho para a empresa BW Energy, na Bacia do Espírito Santo.  Essa transação, finalizada em agosto de 2023, faz parte da estratégia de otimização de portfólio da Petrobras e abre caminho para a BWE assumir a gestão e desenvolvimento desse campo promissor.

O campo de Golfinho, localizado na Bacia do Espírito Santo, fica a aproximadamente 40 km da costa de Linhares (ES), em profundidade média de 1.386 m. A atividade é realizada pelo FPSO Cidade de Vitória (CVIT), do tipo flutuante de produção, que opera desde 2007 no campo de Golfinho, com armazenamento e transferência de petróleo e/ou gás.

Também na Bacia do Espírito Santo, em agosto de 2022, a BRAVA Energia concluiu a aquisição do Polo Peroá, que é composto pelos campos de Peroá e Cangoá, com 12,2 km de distância entre si. O campo de Peroá está a cerca de 50 km da costa de Linhares, em uma profundidade entre 66 e 71 metros, enquanto o campo de Cangoá está a 36,5 km de Linhares e a 66 m de profundidade. A produção destes campos é majoritariamente de gás sendo realizada através de plataforma desabitada, denominada 3R-1, que escoa sua produção por gasoduto até a costa capixaba.

“O Polo Peroá foi o primeiro ativo offshore a ser operado pela 3R Petroleum, representando assim um marco para a empresa que atualmente opera mais de 50 concessões em cinco diferentes estados brasileiros. Completamos, em agosto de 2023, um ano de operação no Polo Peroá, com planos de aumentar a produção local e assim estender a vida útil deste campo, contribuindo com o crescimento do estado do Espírito Santo”, comentou o gerente de Meio Ambiente da BRAVA Energia, Luiz Henrique Barbosa.

Interligando os campos à Unidade de Tratamento de Gás de Cacimbas (UTGC) em sua extensão terrestre, na praia de Cacimbas, no município de Linhares (ES), estão os gasodutos Golfinho, que foi incorporado pela BWE, e Peroá-Cangoá, cuja titularidade é da BRAVA Energia. Ambos compartilham a mesma faixa de servidão e decorrem do processo de desinvestimento da Petrobras.

Os Polos adquiridos pela BWE e pela 3R Petroleum são considerados maduros, ou seja, aqueles que já atingiram o pico de sua produção. Os empreendimentos nesses campos possuem características técnicas e econômicas que se adequam à pequenas e médias empresas e configuraram alta chance de sucesso na exploração.

“A entrada das empresas no mercado gera um impacto positivo, principalmente pela expertise para estender a vida útil de campos maduros, garantindo a manutenção de empregos, receita e arrecadação de impostos, além de deixar ativa uma cadeia de valor que contribui para o desenvolvimento tecnológico e econômico das regiões”, comentou a gerente de Sustentabilidade da BWE, Tatiana Mafra.

Acompanhe neste Portal futuras informações sobre os projetos que serão implementados como condicionantes de licenças dessas atividades.

 

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