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Quipea conclui quarta fase e inicia período de transição para o Plano Macro na Bacia de Campos

Nova fase do projeto prepara comunidades quilombolas para discursão sobre segurança e a sustentabilidade dos territórios

28/07/2025 | Notícias

Nova fase do projeto prepara comunidades quilombolas para discursão sobre segurança e a sustentabilidade dos territórios

Representantes de comunidades quilombolas que integram o Quipea participaram da Cúpula Social do G20 que aconteceu em novembro de 2024 no Rio de Janeiro. Crédito: Quipea.

Após três anos de execução da quarta fase, o Quipea - Quilombos no Projeto de Educação Ambiental concluiu em junho de 2025 mais um ciclo de ações junto a comunidades quilombolas da Bacia de Campos. Executada desde 2022, a quarta fase do Quipea teve como objetivo principal a avaliação do projeto e o desenvolvimento de conhecimento, habilidades e atitudes necessárias ao reforço de autonomia e sustentabilidade dos territórios quilombolas, contribuindo com a mitigação dos impactos das atividades da indústria do petróleo. 
 
A realização do Quipea é uma condicionante ambiental exigida pelo Licenciamento Ambiental Federal, conduzido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) dos empreendimentos da Shell na Bacia de Campos.  
 
A quarta fase foi marcada por importantes momentos, como: 
 
  • Avaliação robusta e participativa do Quipea frente aos impactos da indústria do petróleo; 
  • Finalização do processo de Cartografia Social das comunidades quilombolas participantes do projeto; 
  • Valorização da cultura e ancestralidade quilombola a partir de 2 eventos culturais e atividades de apoio ao 20 de novembro – Dia da Consciência Negra; 
  • Formação de lideranças e representantes comunitários sobre temas como: gestão territorial, impactos da indústria do petróleo e protocolo de consulta; 
  • Oficina de elaboração de projetos e acompanhamento de editais. 
Período de transição para o Plano Macro 
 
O projeto segue agora uma etapa de transição para o Plano Macrorregional de Gestão de Impactos Sinérgicos das Atividades Marítimas (Plano Macro).  A iniciativa do Ibama busca integrar os procedimentos relacionados à identificação, georreferenciamento, monitoramento, avaliação, comunicação e mitigação de impactos socioambientais nas bacias de Santos, Campos e Espírito Santo. 
 
Essa nova etapa tem como objetivo principal preparar as 21 comunidades quilombolas atendidas pelo projeto para participar ativamente dos programas de intervenção social e contribuir com ações voltadas à mitigação de impactos que possam ameaçar a segurança e a sustentabilidade de seus territórios. 
 
Este objetivo geral está distribuído em dois objetivos específicos que organizam as atividades do Quipea, conforme apresentado abaixo. 
 
Objetivo 1: Ampliar o entendimento das comunidades quilombolas sobre o Plano Macro e prepará-las para o exercício da participação e do controle social do orçamento público, especialmente sobre políticas específicas que fortaleçam a sustentabilidade e a segurança territorial dessas comunidades frente aos diferentes impactos, incluindo os da cadeia produtiva da indústria de petróleo e gás. 
 
Objetivo 2: Contribuir com as comunidades quilombolas para a elaboração coletiva de instrumentos de defesa dos territórios e a promoção da autonomia e sustentabilidade. 
 
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