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Entenda como o PPCEX previne a dispersão de espécies exóticas invasoras no mar
Medida condicionante tem foco central na prevenção e mitigação do risco de bioinvasão marinha por bioincrustação.
25/02/2026 | Notícias
por: Elaborado por Wagner Dornelles, com edição de Karolina Gomes, jornalistas do Informa Petróleo.
O coral-sol (Tubastraea spp.) é monitorado e controlado pelo PPCEX. Crédito: Wikimedia Commons.
O Informa Petróleo estreia hoje a série especial “Por dentro dos Projetos Ambientais”, que mergulha nas condicionantes do licenciamento ambiental das atividades de produção e escoamento de petróleo e gás natural offshore que operam nas bacias de Santos, Campos e Espírito Santo. No primeiro capítulo, detalhamos o Projeto de Prevenção e Controle de Espécies Exóticas Invasoras (PPCEX).
O foco central do PPCEX é a prevenção e mitigação do risco de bioinvasão marinha por bioincrustação. A bioincrustação caracteriza-se pelo acúmulo de organismos vivos em superfícies submersas, podendo ser substratos naturais (costões rochosos) ou artificiais (cascos de navios e plataformas e materiais flutuantes). Por meio do monitoramento e controle da bioincrustação nas estruturas de exploração e produção (E&P) de petróleo, o projeto busca reduzir a possibilidade de transporte de espécies entre diferentes áreas costeiras e oceânicas. Dessa forma, o PPCEX contribui para minimizar o risco de que navios e plataformas atuem como vetores (transportadores acidentais) de organismos exóticos.
Executado pelas dez operadoras que atuam nessas regiões, o PPCEX é exigido como condicionante do licenciamento ambiental federal, conduzido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), para as atividades de exploração e produção de petróleo no mar.
É importante ressaltar que a aplicação do PPCEX não segue um padrão estrito para todas as operadoras: o foco das ações e as exigências do Ibama podem mudar dependendo da operação realizada e das características da área de atuação de cada empresa. As especificações sobre o escopo de cada PPCEX podem ser conferidas no portal Informa Petróleo.
Monitoramento e ações preventivas
O PPCEX adota medidas que incluem avaliações preventivas e periódicas de casco, além da análise documental de embarcações, plataformas e estruturas submarinas. As verificações abrangem relatórios de casco limpo, laudos de avaliação de ocorrência de coral-sol e certificações de tinta anti-incrustante, além do controle da frota e de rotas de navegação, de modo a prevenir o risco de disseminação e introdução de espécies exóticas em novas áreas.
Ações de controle do coral-sol
O PPCEX tem foco no coral-sol (Tubastraea spp.), um animal invertebrado, do filo Cnidaria, mesmo grupo das águas-vivas e das anêmonas-do-mar, classificado como uma espécie exótica (ocorrendo fora de sua área de distribuição natural) e que se tornou invasora, competindo por espaço e alimento com organismos nativos.
Quando é identificada a presença de coral-sol, é providenciada a sua remoção dos cascos de embarcações, seja em diques secos ou em ambientes subaquáticos com a utilização de redes para contenção de fragmentos do organismo que possam ser liberados.
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