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Conheça o PMCST: o programa por trás do Censo dos Trabalhadores offshore em 2026

Parte do Eixo de Caracterização do Plano Macro, programa monitora a força de trabalho demandada pela indústria de petróleo e gás natural offshore.

24/06/2026 | Notícias
por: Elaborado pela Equipe do Informa Petróleo.

Parte do Eixo de Caracterização do Plano Macro, programa monitora a força de trabalho demandada pela indústria de petróleo e gás natural offshore.

Censo 2026 conta com a participação de trabalhadores próprios, terceirizados e autônomos vinculados às operações offshore nas Bacias de Santos, Campos e Espírito Santo. Créditos: Freepik.

O Licenciamento Ambiental Federal, conduzido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), deu início ao Censo 2026. A ação é a principal frente do Programa Macrorregional de Caracterização Socioespacial dos Trabalhadores (PMCST). Seu principal objetivo é construir um retrato detalhado da força de trabalho envolvida nas atividades de produção e escoamento de petróleo e gás natural nas Bacias de Santos, Campos e Espírito Santo. 

Compreender quem são esses profissionais, onde vivem, como se deslocam e de que forma se relacionam com os municípios afetados pelas atividades marítimas é fundamental para aprimorar a gestão de impactos socioambientais. 

O PMCST integra o Eixo de Caracterização do Plano Macrorregional de Gestão de Impactos Sinérgicos das Atividades Marítimas de Produção e Escoamento de Petróleo e Gás Natural (Plano Macro). Sua atuação abrange 57 municípios distribuídos por Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo. 

Como atua na prática 

Para executar essas ações de monitoramento, a pesquisa do programa foi estruturada a partir de 17 perguntas norteadoras. Elas tomam como base os dados coletados pelas empresas operadoras por meio de formulários respondidos pelos próprios profissionais a partir do Censo dos Trabalhadores. 

As respostas ajudam a analisar aspectos como organização do trabalho, mobilidade, vínculos laborais, formação profissional, uso de serviços públicos e possíveis impactos socioambientais associados à presença da indústria nos territórios. 

Após a coleta, as informações passam por etapas de organização, padronização, análise de consistência e carregamento no Banco de Dados Socioeconômicos (BDS). Esse processo inclui também o cálculo de indicadores e índices, cujos resultados auxiliam na produção de boletins anuais, relatórios de análise crítica e revisões metodológicas do programa. 

Censo dos Trabalhadores 2026 

O formulário do Censo 2026 já está disponível e deve ser respondido apenas uma vez por cada trabalhador ao longo do ano. A proposta é alcançar o maior número possível de participações para consolidar esse retrato coletivo. 

Estão convocados a participar trabalhadores próprios, terceirizados e autônomos vinculados diretamente às operações, incluindo equipes de unidades de produção, embarcações, bases administrativas e projetos condicionantes do licenciamento ambiental. 

"Chegar ao máximo de trabalhadores que respondam aos questionários é o nosso maior desafio. É preciso tirar dúvidas sobre a utilização dos dados de maneira anônima, não expondo cada trabalhador que responde ao formulário. É preciso evidenciar que não olharemos para esses profissionais de forma individualizada, mas enquanto uma coletividade", explica a coordenadora do programa, Eliza Barbosa. 

As respostas são registradas de forma anônima e tratadas estritamente com finalidade estatística, sem associação a documentos pessoais, e-mails ou telefones. O tratamento de todas as informações segue rigorosamente as diretrizes da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). 

Importância para a transformação dos territórios 

A indústria de petróleo e gás é capaz de provocar transformações significativas nas dinâmicas econômicas, demográficas e sociais dos municípios. Nesse contexto, reunir informações sobre onde os trabalhadores vivem, atuam e circulam ajuda a compreender a real influência do setor nas regiões costeiras. 

"Ter um retrato desse universo é fundamental para compreender como o setor de petróleo e gás se conecta ao mundo do trabalho e seus efeitos sobre os municípios, o que pode auxiliar inclusive os gestores públicos no planejamento das cidades", pontua Eliza Barbosa. 

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