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Projeto Petrechos de Pesca encerra ciclo de três anos com avanços na conservação marinha em Ubatuba
Iniciativa focada no combate aos petrechos de pesca perdidos e na promoção da Economia Circular Azul conclui fase de mapeamento de petrechos de pesca no entorno da Ilha Anchieta.
14/01/2026 | Notícias
por: Por Adriana Freitas e Karolina Gomes – Jornalistas do Informa Petróleo, com informações da Petrobras.
Exposição de petrechos no Museu da Vida Marinha – Créditos: Petrobras.
Após três anos de atividades dedicadas à gestão de resíduos marinhos e à preservação da biodiversidade, o Projeto Petrechos de Pesca celebrou o encerramento de um importante ciclo. Entre os dias 16 e 19 de dezembro de 2025, o Museu de Vida Marinha do Instituto Argonauta, em Ubatuba (SP), sediou a exposição de encerramento de mais uma fase da condicionante, apresentando os resultados, aprendizados relacionados à gestão dos petrechos de pesca recolhidos, incluindo sua categorização e destinação para reciclagem ou reaproveitamento ao longo do projeto.
O Desafio dos petrechos de pesca perdidos
O projeto nasceu com uma missão de responder ao impacto dos petrechos de pesca perdidos. Quando esses materiais ficam à deriva no oceano, provocam danos à fauna marinha e, consequentemente, às comunidades que dependem dos estoques pesqueiros. Além disso, com o tempo, eles se fragmentam em microplásticos, agravando ainda mais o problema ambiental.
Resultados Práticos
Com foco no Parque Estadual Ilha Anchieta, uma Unidade de Conservação marinha de Proteção Integral cuja área é de exclusão de pesca, o projeto realizou o mapeamento e a prospecção para a remoção de petrechos do fundo marinho. Além das operações no mar, o projeto implementou ações em terra para evitar que novos resíduos cheguem ao oceano.
Andreia Martucci Esteves e Thiago Dias Rodrigues, ambos da área de Segurança, Meio Ambiente e Saúde da Petrobras, contam que um dos objetivos da próxima fase do projeto é aprimorar o processo de reciclagem dos petrechos de pesca da região.
“O grande volume que retiramos é composto por redes e cabos. Os cabos têm tido um destino muito interessante: estão sendo doados para projetos de maricultura em Ubatuba, onde os produtores os utilizam no cultivo de mariscos”, explicou Thiago.
Thiago Rodrigues explicou que como o principal desafio da reciclagem das redes é a incrustação. “Quando o material é retirado do mar, ele não vem limpo; vem com o que chamamos de 'cracas', além de algas, conchas e sedimentos. Esse material chega muito sujo e contaminado, o que exige um processo rigoroso de limpeza e tratamento antes que possa entrar em uma máquina para ser reciclado. Por isso, no próximo ciclo deste projeto, teremos uma dedicação maior à pesquisa para superar esse gargalo, contou.
O Projeto Petrechos de Pesca é executado pelo Instituto de Pesca (IP), com apoio da Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa do Agronegócio (Fundepag), em atendimento à condicionante nº 12 da Fundação Florestal, vinculada à Autorização do Instituto brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para o Licenciamento Ambiental das atividades da Petrobras no Polo Pré-Sal da Bacia de Santos – Etapa 3.